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ANGOLA REITERA SEU COMPROMISSO COM AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NA COP30 EM BELÉM.

Governo 02-10-2026
SECRETÁRIO DE ESTADO RECEBE DIRECTOR REGIONAL DE FLORESTAS DA TNC PARA REFORÇAR PROTECÇÃO DO MIOMBO.

O Secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, recebeu, nesta sexta-feira (02), em audiência, Tiago Pacheco, o Director Regional de Florestas para África da The Nature Conservancy (TNC), que se encontra em Angola para cumprir uma agenda de trabalho dedicada à conservação.

O encontro serviu para analisar oportunidades de reforço da cooperação entre o Governo angolano e a organização internacional, com destaque para a conservação, valorização e gestão sustentável das florestas do Miombo.

Durante a audiência, foram igualmente abordadas formas de criar sinergias entre instituições públicas, organizações de conservação, comunidades locais, sector privado, academia e parceiros de desenvolvimento envolvidos na protecção dos ecossistemas
florestais em Angola

A TNC tem apoiado iniciativas de promoção da conservação das florestas, com particular enfoque na cogestão florestal comunitária e no desenvolvimento de acções integradas para a protecção do Miombo. Em 2025, a organização apoiou a elaboração da Estratégia de Protecção das Florestas do Miombo no Sudeste de Angola, documento que já foi apresentado aos principais parceiros nacionais e internacionais.

A visita do Director Regional de Florestas para África enquadra-se nesse processo de concertação e visa identificar novas oportunidades de colaboração nas áreas da conservação, valorização, utilização sustentável e gestão integrada dos ecossistemas de Miombo.

O Miombo ocupa uma parte significativa do território angolano e desempenha um papel importante na conservação da biodiversidade, na regulação do clima, na protecção dos solos e no sustento de numerosas comunidades rurais.

O encontro reforça a importância de uma autuação coordenada entre o Estado, as organizações de conservação, as comunidades locais, o sector privado, as instituições de ensino e investigação e os parceiros de desenvolvimento, tendo em vista a protecção dos recursos florestais e a promoção do desenvolvimento sustentável em Angola.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 01-10-2026
FAO CELEBRA DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO EM LUANDA

O Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, presidiu, hoje ( 01) em Luanda, ao encontro comemorativo do Dia Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O acto, subordinado ao lema “Inovar hoje. Nutrir amanhã”, contou com a presença do representante da FAO em Angola, Jean-Baptiste Bahama; da coordenadora residente da ONU em Angola, Amanda Khozi Mukwashi; da representante residente do PNUD, Denise António; do Secretário de Estado para a Gestão do Espaço e Recursos Marinhos, Álvaro da Cunha Cândido dos Santos; e do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa.

Na abertura do encontro, o representante da FAO em Angola, Jean-Baptiste Bahama, proferiu as palavras de boas-vindas aos participantes, destacando a importância da celebração e do reforço da cooperação em torno da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável.

A coordenadora residente da ONU em Angola, Amanda Khozi Mukwashi, também interveio no encontro, em representação do sistema das Nações Unidas, realçando a importância da união de esforços entre o Governo, as agências da ONU e os parceiros de desenvolvimento para enfrentar os desafios da fome, das alterações climáticas e da sustentabilidade.

Em representação da Ministra do Ambiente, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho Pereira, o Secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, defendeu a protecção dos solos, da água, das florestas e da biodiversidade como condição essencial para garantir a segurança alimentar.

O Secretário alertou que as secas, cheias e alterações nos padrões de precipitação afectam a agricultura, a pecuária, a pesca e os meios de subsistência das populações, tendo defendido sistemas agroalimentares mais resilientes e adaptados às alterações climáticas.

E destacou a necessidade de reforçar a cooperação entre os ministérios do Ambiente, da Agricultura e Florestas, das Pescas e Recursos Marinhos e da Saúde, bem como com a FAO e outras agências das Nações Unidas.

O Secretário de Estado apontou os projectos Miombo-Mopane, SAMAP-FA e a cooperação em matéria de aquicultura sustentável como exemplos de iniciativas que conciliam a conservação ambiental, a produção e a melhoria das condições de vida das comunidades.

No encontro, foi igualmente defendida uma maior articulação entre as políticas de ambiente, agricultura, água, segurança alimentar, ciência e desenvolvimento rural, com vista à construção de sistemas agroalimentares mais resilientes e sustentáveis em Angola.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 30-09-2026
COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA AZUL DESTACA PAPEL DAS MULHERES NA ECONOMIA DO MAR.

No quadro das comemorações dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Ministério do Ambiente, representado pela Direcção Nacional de Educação Ambiental, Directora, Karelia Costa, participou nesta terça-feira, 29 de Setembro de 2026, no município do Soyo, província do Zaire, na actividade “Do mar ao mundo: mulheres que transformam”, em representação do Ministério do Ambiente, onde apresentou o tema “Alterações Climáticas, Conservação dos Ecossistemas Marinhos, Sustentabilidade e o Papel da Mulher na Economia Azul”.

O evento teve como objectivo promover a valorização do papel das mulheres nos sectores marítimo, portuário e pesqueiro, bem como nas comunidades costeiras, através de acções de sensibilização, partilha de conhecimentos, capacitação e promoção de oportunidades que contribuam para o seu desenvolvimento sustentável.

A abertura da actividade coube ao Secretário de Estado para a Gestão do Espaço e Recursos Marinhos, que ao proferir o seu discurso, afirmou que “não podemos desenvolver a economia do mar sem conservar os ecossistemas que a sustentam, não podemos aumentar a produção sem assegurar a sustentabilidade dos recursos, e não podemos falar de desenvolvimento sustentável das zonas costeiras sem colocar as comunidades, e particularmente as mulheres e os jovens no centro das soluções”.

Álvaro Cândido dos Santos destacou ainda a importância de o Ministério continuar a trabalhar com as autoridades locais, a CPLP, as associações, as comunidades, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento, na construção de uma economia do mar que seja simultaneamente produtiva, sustentável, inclusiva e geradora de oportunidades.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 25-09-2026
MINISTRA DO AMBIENTE DESTACA URGÊNCIA DE PROTEGER O LITORAL ANGOLANO DOS RISCOS CLIMÁTICOS DURANTE A REUNIÃO DE ALTO NÍVEL.

A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, defendeu nesta quinta-feira, 24 de Setembro de 2026, uma resposta internacional mais firme e coordenada face à elevação do nível do mar, durante a Reunião de Alto Nível sobre o tema, convocada no quadro da Decisão 78/558 da Assembleia Geral das Nações Unidas, destacando que o fenómeno constitui uma realidade presente, progressiva e transfronteiriça, com impactos directos sobre populações, cidades, infra-estruturas, ecossistemas e economias.

Na sua intervenção, a Ministra salientou que os efeitos da subida do nível do mar ultrapassam a dimensão ambiental, representando igualmente um desafio à segurança das populações, à protecção dos territórios, à segurança alimentar, ao desenvolvimento económico e à capacidade dos Estados de protegerem as gerações presentes e futuras, com particular impacto sobre os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países com extensas zonas costeiras de baixa altitude.

Para Angola, Ana Paula de Carvalho Pereira considerou a questão de particular relevância, tendo em conta os cerca de 1.650 quilómetros de litoral atlântico do país, onde estão concentradas comunidades, centros urbanos, portos, infra-estruturas energéticas e de transporte, actividades pesqueiras e importantes ecossistemas costeiros, alertando que a elevação do nível médio do mar, associada à erosão costeira, inundações, tempestades e intrusão salina, poderá aumentar a vulnerabilidade das comunidades e infra-estruturas ,e exercer pressão sobre sectores essenciais à segurança alimentar e ao desenvolvimento económico.

A Ministra defendeu, por isso, uma abordagem integrada que combine engenharia, ciência e soluções baseadas na natureza, com o objectivo de reforçar a protecção da costa, aumentar a resiliência das comunidades e promover um desenvolvimento sustentável; sublinhando que proteger a costa significa, em última instância, proteger as pessoas, os seus meios de subsistência e o direito das futuras gerações a um futuro seguro.

Fonte: Ministério do Ambiente

minamb.gov.ao MINISTRO(A)

ANA PAULA CHANTRE LUNA DE CARVALHO PEREIRA



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