O Ministério do Ambiente através do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) procedeu hoje (1) ao Pré-Lançamento do Projecto de Restauração do Ecossistema no Planalto Central Alargado de Angola, um esforço financiado pelo 8º ciclo do Fundo Global para o Ambiente (GEF8) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
No encerramento do evento, o Secretário de Estado para o Ambiente, Iury Santos, enfatizou a importância da conservação ambiental: “… a recuperação das florestas degradadas é crucial não apenas para o ambiente, mas também para a qualidade de vida das pessoas que delas dependem”.
O Planalto Central de Angola é uma região rica em biodiversidade, vital para o equilíbrio ecológico do país e abrindo importantes nascentes que sustentam a vida das comunidades locais. Contudo, a desflorestação, a degradação do solo e as mudanças climáticas têm colocado esses ecossistemas em risco.
Com um investimento previsto de mais de 15 milhões de dólares e duração de sete anos, o projecto visa implementar várias acções, incluindo: • Empoderamento das Comunidades: Capacitar membros das comunidades locais para realizar reflorestamento e proteger seus habitats.
• Capacitação Técnica: Oferecer treinamentos a jovens e adultos, em níveis central e local, para que adquiram habilidades essenciais à protecção dos ecossistemas. • Parcerias com o Sector Privado: Fomentar a participação de empresas em práticas agrícolas sustentáveis que ajudem a preservar o ambiente.
O Director do INBAC, Miguel Xavier, também abordou a intenção de reintroduzir espécies nativas no Parque Nacional da Cameia, uma área de grande relevância para a biodiversidade. “… o nosso objectivo é restaurar o ecossistema, reintroduzindo animais que eram nativos da região e que contribuirão para o equilíbrio ecológico”, afirmou.
O workshop de hoje representa um passo significativo na luta pela restauração ecossistémica no Planalto Central. A previsão é recuperar mais de 2 mil hectares de áreas degradadas, gerando benefícios tanto para a biodiversidade quanto para as comunidades que dependem desses recursos.
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PRÉ-LANÇAMENTO DO PROJECTO DE RESTAURAÇÃO DO ECOSSISTEMA NO PLANALTO CENTRAL ALARGADO DE ANGOLA