• MUNICÍPIO DO CUANHAMA CONTINUA A SER PALCO DO SEMINÁRIO SOBRE MITIGAÇÃO E ADAPTAÇÃO ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.


    A província do Cunene acolhe, desde 25 de março de 2026, um seminário dedicado a mitigação e adaptação às alterações climáticas, promovido pelo Ministério do Ambiente de Angola em parceria com o Fórum de Energia e Clima, no quadro do programa Diálogos UE–Angola, financiado pela União Europeia.

    O evento, que decorre no município do Cuanhama, reúne representantes do Governo, organizações internacionais, academia, sector privado e sociedade civil, com o objectivo de discutir os principais desafios e oportunidades da acção climática em Angola.

    Durante a sessão de abertura, a Ministra Ana Paula de Carvalho Pereira, destacou a relevância do seminário como um passo decisivo para o crescimento inclusivo e sustentável do país.

    Por sua vez, a Governadora do Cunene, Gerdina Ulipamue Didalelwa, enfatizou o impacto local da iniciativa, acreditando que, com o apoio dos muitos parceiros, conseguirão melhorar significativamente a qualidade de vida dos cidadãos e criar novas oportunidades.

    Já a representante da União Europeia, Mateja Peternelj, reiterou o compromisso da organização com Angola no domínio climático, referindo que a União Europeia tem sido um parceiro consistente no apoio ao desenvolvimento de Angola, e, esta actividade reflecte a visão comum de progresso, baseada na sustentabilidade, inclusão e inovação”.

    O seminário é composto por vários painéis temáticos que abordam questões estratégicas para o país, entre os quais a apresentação da estratégia nacional para as alterações climáticas, o tema “Clima, Natureza e Resiliência Territorial”, o programa de combate à seca no sul de Angola, o projecto de operacionalização inicial do observatório climático e ambiental, bem como o estado do clima e da biodiversidade na região sul.

    Outros temas em destaque incluem agricultura, agroecologia e segurança alimentar familiar, o sistema de lishanas no sul de Angola e no norte da Namíbia, gestão sustentável do solo e da água, inovação tecnológica para sistemas agrícolas resilientes e ainda o caso de estudo do Algarve, em Portugal, sobre água, biodiversidade e resiliência territorial.