A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, defendeu nesta quinta-feira, 24 de Setembro de 2026, uma resposta internacional mais firme e coordenada face à elevação do nível do mar, durante a Reunião de Alto Nível sobre o tema, convocada no quadro da Decisão 78/558 da Assembleia Geral das Nações Unidas, destacando que o fenómeno constitui uma realidade presente, progressiva e transfronteiriça, com impactos directos sobre populações, cidades, infra-estruturas, ecossistemas e economias.
Na sua intervenção, a Ministra salientou que os efeitos da subida do nível do mar ultrapassam a dimensão ambiental, representando igualmente um desafio à segurança das populações, à protecção dos territórios, à segurança alimentar, ao desenvolvimento económico e à capacidade dos Estados de protegerem as gerações presentes e futuras, com particular impacto sobre os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países com extensas zonas costeiras de baixa altitude.
Para Angola, Ana Paula de Carvalho Pereira considerou a questão de particular relevância, tendo em conta os cerca de 1.650 quilómetros de litoral atlântico do país, onde estão concentradas comunidades, centros urbanos, portos, infra-estruturas energéticas e de transporte, actividades pesqueiras e importantes ecossistemas costeiros, alertando que a elevação do nível médio do mar, associada à erosão costeira, inundações, tempestades e intrusão salina, poderá aumentar a vulnerabilidade das comunidades e infra-estruturas ,e exercer pressão sobre sectores essenciais à segurança alimentar e ao desenvolvimento económico.
A Ministra defendeu, por isso, uma abordagem integrada que combine engenharia, ciência e soluções baseadas na natureza, com o objectivo de reforçar a protecção da costa, aumentar a resiliência das comunidades e promover um desenvolvimento sustentável; sublinhando que proteger a costa significa, em última instância, proteger as pessoas, os seus meios de subsistência e o direito das futuras gerações a um futuro seguro.