A Centralidade do Sequele, na província de Icolo e Bengo, foi ontem (03) palco da Consulta Pública sobre o projecto "Aquisição Sísmica 2D e/ou 3D do Bloco KON 2".
A iniciativa foi promovida pelo Ministério do Ambiente, através da Direcção Nacional de Tecnologias Ambientais, em parceria com a Intank Kon 2 DMCC – Sucursal em Angola e a consultora Geolander.
O encontro reuniu representantes do governo provincial, entidades ambientais, técnicos do sector petrolífero e membros da sociedade civil, e contou com a presença do Sr. Yuri Lemos, Chefe de Departamento dos Serviços Comunitários da Direcção Provincial do Ambiente de Icolo e Bengo, em representação do Governo da Província, e Eng.ª Isabel Bernardo, Chefe de Departamento de Tecnologias de Protecção Ambiental do Ministério do Ambiente, que representou a Directora Nacional, Sr Daniel Domingos, Director municipal do Ambiente do Sequele.
Durante a sessão, o promotor Intank Kon 2 DMCC – Sucursal em Angola apresentou as operações de aquisição sísmica previstas para o Bloco KON 2, fase considerada fundamental para o mapeamento das reservas de hidrocarbonetos na zona de influência do projecto. Com recurso a tecnologias 2D e 3D, o projecto visa garantir maior precisão nos estudos e minimizar a pegada ambiental.
A consultora Geolander apresentou ainda um resumo do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), destacando as medidas de mitigação previstas para a protecção da fauna, da flora e dos recursos hídricos, em consonância com os princípios da Lei de Bases do Ambiente em Angola.No período de perguntas e respostas, os participantes colocaram questões sobre criação de emprego local, protecção de áreas agrícolas e compensações ambientais, contribuindo para um diálogo aberto que reforçou a transparência do processo conduzido pelo Ministério do Ambiente.
Consulta pública não é apenas uma exigência legal, mas uma oportunidade para fortalecer a transparência do processo de decisão e garantir que todas as vozes sejam ouvidas, os contributos recolhidos serão integrados no relatório final do EIA e submetidos ao Ministério do Ambiente para tomada de decisão.