• MINAMB APRESENTA RELATÓRIO SOBRE GESTÃO DE RESÍDUOS EM ANGOLA


    O Ministério do Ambiente através da Agência Nacional de Resíduos (ANR) apresentou, hoje (06) em Luanda, o Relatório Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos de Angola referente ao período de 2025.

    O encontro foi presidido pelo Presidente do Conselho de Administração da ANR, Adérito Mohamed, em representação a Ministra do Ambiente Ana Paula de Carvalho Pereira, e realizado em formato híbrido, com participação presencial e virtual.

    Estiveram presentes PCA do Fundo do Ambiente, Administradores da ANR, Director do GEPE do Minamb dos Gabinetes do Ambiente dos Governos Provinciais, associações de defesa do ambiente e de catadores, empresas de consultoria ambiental e membros da sociedade civil.

    O relatório elaborado com base em dados do Censo 2024 e em informações recolhidas nas 21 províncias, o relatório analisa a produção, recolha, tratamento e destino final dos resíduos no país.

    Segundo os dados apresentados, Angola produz mais de oito milhões de toneladas de resíduos, enquanto cada cidadão produz, em média, 0,42 quilogramas de resíduos. Em Luanda, a taxa de recolha situa-se entre 70 e 80 por cento dos resíduos produzidos.

    Durante o encontro, a ANR destacou a necessidade de reforçar a educação ambiental, melhorar os meios de recolha e ampliar as infraestruturas de tratamento e destino final. A instituição reconheceu que a cadeia de gestão de resíduos ainda apresenta dificuldades e que o índice de recolha continua deficitário em várias regiões.

    A Agência defendeu também a integração dos catadores na cadeia de gestão de resíduos e apontou a economia circular como uma oportunidade para criar empregos e novos negócios. Entre as possibilidades destacadas estão a produção de adubos a partir de matéria orgânica e a reciclagem de plástico, ferro e vidro.

    As províncias do sul foram apontadas como algumas das zonas mais críticas, devido aos problemas sanitários relacionados com a cólera, a febre tifoide e outras doenças associadas à deficiente gestão dos resíduos.

    O relatório indica ainda que Angola dispõe de apenas sete aterros sanitários, enquanto continuam a predominar as lixeiras a céu aberto. A ANR defende, por isso, o reforço dos investimentos, da fiscalização e da capacidade de recolha em todo o território nacional.

    Os dados apresentados serão submetidos à apreciação dos intervenientes do sector durante um mês, antes da publicação da versão final do relatório. A ANR pretende que o documento sirva de base para orientar as políticas públicas e aumentar a taxa de reciclagem para 20 por cento até 2027.