O Ministério do Ambiente, através do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), no âmbito da implementação da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), em coordenação com outros órgãos de aplicação da lei, resgatou quatro exemplares vivos de grandes primatas da espécie Pan troglodytes (chimpanzés), vítimas do tráfico ilegal de vida selvagem.
Para o sucesso da operação e com vista à reposição da legalidade, protecção e bem-estar dos animais, foi mobilizada uma equipa multissectorial de resgate, coordenada pelo INBAC e integrada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), Instituto dos Serviços de Veterinária do Ministério da Agricultura, Polícia de Protecção Civil e Bombeiros, bem como a Associação de Resgate de Animais ANGOFAUNA.
Dois dos chimpanzés encontravam-se há mais de cinco anos a servir como atracção turística no resort Musseque Kapari, na província do Bengo, tendo sido contrabandeados ainda em idade infantil. Os outros dois, conhecidos como Cuca e Niquita, ambos com 13 anos de idade, foram igualmente resgatados do tráfico ilegal, mas encontravam-se em residências privadas, onde eram mantidos ilegalmente como animais de estimação.
A acção decorreu no dia 6 de outubro de 2025, tendo os primatas sido translocados temporariamente para Luanda, onde receberam assistência médico-veterinária por sinais evidentes de maus-tratos.
Os chimpanzés resgatados do tráfico ilegal foram transferidos para um Centro de Reabilitação de Primatas, localizado no Parque Nacional do Maiombe, na província de Cabinda, área de origem natural da espécie, com vista à sua reabilitação e posterior reintrodução no habitat natural.
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ANGOLA RESGATA QUATRO CHIMPANZÉS VÍTIMAS DO TRÁFICO ILEGAL E REFORÇA COMPROMISSO COM A CITES