A Directora Nacional do Ambiente, Hassana Lima, em representação da Ministra Ana Paula de Carvalho Pereira, fez o encerramento do Angola Quality Summit 2026, realizado hoje, 02 de Abril, no Epic Sana Hotel, em Luanda. No seu discurso, deixou um recado claro: a qualidade não deve ser entendida apenas como certificação “em papel”, mas sim como postura estratégica e cultura organizacional.
O evento, organizado pela Micky Consultants and Partners, reuniu líderes empresariais, autoridades governamentais e especialistas. A iniciativa teve como objectivo promover a qualidade e reforçar a sustentabilidade em Angola, estimulando discussões sobre melhores práticas para impulsionar o desenvolvimento sustentável. Foram ainda abordados temas sobre qualidade nas empresas e estratégias de inovação.
A Directora Nacional do Ambiente sublinhou que falar de qualidade exige visão de longo prazo, ligada ao compromisso com as gerações presentes e futuras, defendendo que não existe qualidade plena sem responsabilidade social e ambiental. Também referiu que a qualidade está directamente relacionada com a sustentabilidade e com o enquadramento legal e institucional do país, citando a Lei de Bases do Ambiente (Lei n.º 5/98, de 19 de Junho), bem como instrumentos de avaliação de impacte e de licenciamento ambiental.
No campo das normas, referiu a ISO 14001 como uma ponte entre exigências legais e boas práticas, reforçando que a adopção de sistemas de gestão ambiental deve servir para orientar decisões e melhorar resultados, e não apenas para cumprir requisitos formais.
A Directora Nacional do Ambiente tratou também a Inteligência Artificial como factor central, mas defendeu que deve ser utilizada com ética, critério e responsabilidade, como alavanca para fortalecer a qualidade e não como ameaça.
No fecho, Hassana Lima agradeceu a organização, palestrantes, patrocinadores, parceiros e ao público, terminando com a ideia de que qualidade e sustentabilidade não se decretam: devem ser vividas no dia-a-dia das instituições e das comunidades.